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Código:  CD


CD Teatro em Cordel por Edmilson Santini


Uma Produção: AudioFalante
Da Série: Poesia Popular

TEATRO EM CORDEL 1
de EDMILSON SANTINI

Dirigido e idealizado por: GERALDO BRANDÃO


01.Vinheta Abertura
02. Uma Lenda do Pau Brasil
03. Do Velho Chico ao Chico Rei
04. Vinheta 2
05. A Festa do Céu
06. Vinheta 3
07. Rei de África e Brasil
08. Vinheta 4
09. Saci Pererê, Príncipe de uma perna só
10. Vinheta Final

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

 

Código: 41

DO BARBEIRO à PASSAROLA - CIêNCIA CANDA E AVOA
Tá lá um homem estirado
no chão, puxa uma madorna.
Madornando, inspira e torna
a expirar, ritmado...
De Raimundo é chamado.
Vulgo Mundim, "Seu" Raimundo.
Em sono leve ou profundo,
Raimundo é muito comum,
próprio de quem é mais um...
Raimundo rimando mundo...

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   40

PENéLOPE DOS FARRAPOS
Tá lá São José do Norte!
E lá vão mil cavaleiros,
seus cavalos, guerrilheiros.
Cada cavaleiro um forte...
É investida da sorte?
Sorte que está lançada
na ponta de cada espada,
no gume de cada lança.
Guerra, Espetáculo que Dança,
na peleja deflagada.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 39

PATATIVA, UM CANTO DE ASSARé
Cante lá que eu canto cá,
brincando na Vaquejada,
bom São Pedro, que está,
vestido de Boi-Queixada,
pra Festa do Boi-Bumbá.
E também São Benedito,
santo afro, tenho dito:
o céu tá incorporado
de Brasis, manifetado
De tanta crença eu duvido?

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   38

JOSUé: PROFETA DE PARAR O TEMPO
"LUGAR ONDE NASCE O DIA"
Vi esta frase na capa
de um Devedê, onde havia,
claro, um encantado mapa.
Era visão ilusoria?
Não sei, guardei na memória
a frase que não me escapa...

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 37

OSWALDO CRUZ, ENTRE A FEBRE E O MOSQUITO

Seja na escola ou na praça,
num teatro ou na esquina,
é pro ouvido da massa
que esta rima se destina,
rima, que em pontos diversos,
faz chegar sonoros versos
da Ciência, Medicina...

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   36

OSWALDO CRUZ, ENTRE A FEBRE E A ESPADA
Varíola, peste bubônica...
Febre amarela também,
São males que há muito vêm
Protagonizando a crônica
De notícias cuja tônica
É dizer que essa trindade
Conta com a cumplicidade
De nossa incompetência,
Mas eis que surge a ciência
Agindo com autoridade.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 35

DARWIN, A MACACA E O ESPELHO.

Darwin, cidadão dali
(Oropa, África, Bahia)!
também navegou aqui,
riu-se com nossa alegria.
Não vi Darwin, mas eu li
De Salvador, pousou cá,
Pão de Açúcar, Maricá,
condenou a escravidão.
Viva o ser em evoluçao,
nas voltas que o mundo dá.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   34

TIRéSIAS: NAS VOLTAS QUE O MUNDO Dá

- Dada minha natureza
De cego intinerante,
Eu já me vi bem diante
Do Profeta Gentileza,
Santo-Maluco-Beleza,
Andarilho visionário.
Num circo imaginário.
Criando asa ao seu lado,
vi outro iluminado:
Anjo Bispo do Rosário.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 33

DA PINTURA à EDUCAçãO POéTICA DO PATRIMôNIO

Pintando em cena a figura
do contador de história,
pra contar sobre pintura,
preservação da memória,
valor de nossa cultura.
Também contar dos pintores,
desenhistas, escritores,
Homens da cenografia.
Nesse mapa-geografia,
são os grandes criadores.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   32

O ENCONTRO DE MACHADO DE ASSIS COM GUIMARãES

- Meu pai, Francisco José,
foi homem trabalhador
no pesado, isto é,
de parede era pintor.
Homem afro-descendente;
descendia de uma gente,
raça de muito valor.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 31

ODISSEA DE PENéLOPE

Nosso Cordel na chegança,
Bota seu verso na cena.
A bênção, Palas Atena.
Penélope na lembrança
Tem Odisseu, que lhe disse:
Com deuses ela dormisse,
Sonhando sem paranóia,
Que lá da Guerra de Tróia
Seu bom sonho ele sentisse.
 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   30

PAULO FREIRE LENDO O MUNDO EM CORDEL

- Ler, reler, tornar a ler,
Ouvindo uma levada
De pandeiro na embolada
De palavras por dizer:
Questionar, aprender...
Nessa Metodologia,
Método e companhia,
No modo de acompanhar...
Reaprendendo, ensinar.
Método de todo dia.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 29

PELEJA DE ACABAMUNDO COM ESTRELA VERDE DA FLORA

Estrela Verde Ambiente,
Cujo brilho ecológico
De seu olhar bem ciente,
Revela um quê biológico,
De Cobra-Estrela-Cadente.
E na Cadência da falta
De pernas, Estrela salta.
Pelo chão faz rala-bucho,
No remerão do repuxo,
Chega a uma parte alta...

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   28

NA PELEJA DOS FARRAPOS, LAMPIãO BRIGA BONITO

Depois de fincar meu mastro,
Demarcando a estação
Das Estrelas, Divisão
Alumiosa em cada Astro,
Meus pés tornam a fazer rastro
Por terras de Sol, Poeria, Chão de Lua Brasileira.
Com um olho vesgo aberto,
Outro fechado, incerto,
Chego as terras de fronteira.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 27

BRAGUINHA YES, O CéU PEDE BIS

Uma é Cordão Encarnado,
Outra é Cordão Azul.
O brilho é de Norte a Sul,
Todo Céu Enluarado.
Se vê, de fato, enredado.
Estrelas D'Alvas brejeiras,
Constelações cancioneiras
Dão luz e cor ao cenário,
Pro mais extraordinário
Festejo anunciado

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   26

JUDAS E CARIOCA

-Temos o Tamanduá, um tremendo Bicho-solto.
Mata o sujeito envolto em cada abraço que dá.
Juntos, ele e o Gambá, dão um par bem sinuoso.
-Só que o Gambá, catingoso, se denuncia no cheiro;tem bafo de cachaceiro.
Da Fauna, o mais bandeiroso.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 25

UM AMARELO SABIDO NA ASA DA IMAGINAçãO

Pela Linha divisória
É todo Reino cortado.
Em cima, o Reino da Glória,
Embaixo, o Reino Coitado,
Manari, que um dia come,
Noutro dia passa fome.
Vive o povo desdentado.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   24

ALBERTO SANTOS DUMONT: ASAS-PRA-VOAR-TE-QUERO

-Senhores, nossa história,
Que agora principia, Conta um pouco a trajetória,
Nos ares da ousadia, Do gênio Santos Dumont.
Rimando invenção e dom,
Ser humano e poesia.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 23

NãO ADIANTA CHORAR O MERCúRIO DERRAMADO

- Meu compadre Curupira,
Protetor da Sapopema,
Árvore que pro céu se estira,
- Símbolo do eco-sistema,
Na preservação se mira,
Há de ser o sustentáculo,
Hoje, de nosso espetáculo,
Assim que amanhecer,
Pro garimpo reerguer,
Segundo meu verde Oráculo.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   22

A PELEJA DE PAPAI NOEL EM CORDEL

- Finalmente aqui agora É chegada a hora e a vez Do que em séculos afora Foi prometido a vocês:

A peleja de Papai
Noel aqui num dueto
Com Papai Cordel que vai
Bagunçar este coreto!

Um veio do Pólo Norte,
O outro do pólo Nordeste,
Pra um desafio de morte
Como lá no Velho Oeste.

Peleja é um desafio
Feito qualquer outro esporte.
Como se fosse o Brasil
jogar contra o Pólo Norte.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 21

LEBLON: ENCANTOS E AREIA EM CORDEL

- Esta orla é a menina
Dos olhos da natureza,
De fundamental beleza,
Nossa índia Esmeraldina
Nossa loira cristalina,
Já carioca da gema,
Copacabana, Ipanema,
Aparecida Oxalá,
Santa Bárbara, Iemanjá,
Girar mnundo é nosso lema.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   20

UMA PELEJA ACIMA DO BEM E DO MAL

-Ponciano Azeredo Furtado eu sou,
Jamais me furto a contar a verdade.
Um sério amante sou da lealdade,
Portanto, senhora e meu senhor,
Vou contar a miúdo meu valor:
Neto único herdeiro de Simeão,
O Azeredo mais jovem ancião
Dono de mundos e fundos sertões,
Domador de almas e corações,
Peço uma legítima atenção.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 19

GETúLIO VARGAS

-Tiro no palácio ecoa,
Tiro que muda a História,
Imaginando povoa,
Ecoa em nossa memória,
Getúlio Vargas passou
Pra melhor, se revelou...
Homem na agonia e glória.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   18

DE VOLTA A FESTA NO CéU

- E pulando, eu me já vou,
Festa aqui, Festa acolá.
Me já indo eu estou,
ano que vem volto cá.

- Que a Lenda não vai morrer,
nem eu vou pro beleléu.
Sempre vou sobreviver,
DE VOLTA À festa no céu.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 17

LOCUTOR DE CHUTEBOL

-O Estádio da Invenção,
com dinâmica esportiva,
se deu essa narrativa
e nos chamou atenção:
Entre a letra e a locução,
a verdadeira vitória
é da Língua e da memória.
Nesse caso, narrador
foi o melhor jogador.
Tirou de letra a história.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   16

A BELA E A FERA EM CORDEL


Com minha mão mamulenga,
enfretei chuva, neblina!
Agora sou VOZ DIVINA!
Não tenho fala molenga
nem cantoria capenga.
Sendo eu mamulengueiro,
jamais serei trapaceiro.
Minha versão sobre BELA
E A FERA, não é balela.
É Cordel bom, verdadeiro.


 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 15

O RAP DA ONçA NA CASA DO BODE

- Que bode bom de papata,
manda coice até no vento.
Será que estou enganada,
ou esse bode é um jumento?

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   14

JOSé PRíNCIPE DOS IRMãOS

Chegando lá decidiram,
na mesma ocasião,
que por cinquenta moedas
venderiam seu rimão.
E foi isso que fizeram
os onze sem coração.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 13

COMO DEUS DEU ASAS Á COBRA

Afinal, que Deus sou Eu,
se não ajudo o autor,
que no cordel me meteu,
se sou também Criador,
conheço o precipício,
tamanho do sacrifício:
chegar até o leitor.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   12

PEDRO ERNESTO UM SONHO DE VIDA

Em vinte e dois, na Semana
Nossa de Arte Moderna,
mesmo ruim duma perna,
o Brasil muito se ufana.
Um, novo hino emana
da vontada popular.
Ano de trinta, portanto,
o Brasil, de canto a canto,
se arma para lutar.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 11

ZEFA Só XOTE UMA REZADEIRA DE MORTE

Quando Vila de Pau Fundo
certa vez amanheceu
com o céu brialndo em fogo,
o povo logo entendeu
que essa tamanha visão
só tinha uma explicação:
Zefa Só-Xote nasceu.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   10

COMPADRE CARRôLA EM Pé

Carrôla do céu caiu,
fundou Carrôlas unidos,
Carrôlas jamais vencidos.
De novo pro céu subiu.
Cristo disse:"Filho meu,
sei que você já morreu.
Proponho que aqui fique,
com Pedro se identifique,
pois Meu Pai escafedeu"!

 

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 09

DE BRILHANTE A CORISCO UM CANGAçO ALUMINOSO

Velho Chico se revela para Lampião.
No bando sobrava só Ezequiel,
seu mano caçula, diz ess Cordel.
E mais outro cabra, formando então
trio da desdita, em fuga, sem pão.
Só águas do Velho Chico-São Francisco.
Nesse mar de lama, cangaço arisco.
par de alpercatas de couro e rabicho.
Nessa travessia, cangaceiro é bicho.
Ainda não tinha o loiro Corisco.


 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   08

UMA PELEJA ENTRE DEUS E O CAO NO PICADEIRO

Oh, Chicó, conte pra mim,
onde foi que se deu isso,
que deixou você assim,
com essa cara de feitiço.

- Oh João isso ocorreu
durante uma pescaria,
no Amazonas, quem diria,
meu Pirarucu morreu.

- Seu Pirarucu que, Chicó?
Essa Pirarucu seu,
que na rima deu um nó,
como foi que ele morreu?

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 07

O MISTéRIO DO BOTO E OS HOMENS DE CABEçA OCA.

- Foi tamanho o rebuliço
na festa com tal resposta,
que até fizeram aposta
pra descobrir o feitiço
que ele tinha no toitiço;
quer dizer, lá bem na proa
de sua cuca de canoa.
Mas ele se desviando,
pelas beiras, foi tomando
conta da festa na boa.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   06

REI DE ÁFRICA E BRASIL

O fazendeiro, mui fascinado.
Também afeito à maldade,
responde:"Está fechado.
Foi bem paga a liberdade".

Chico Rei, que virou lenda
e reina la nas altura,
cá em baixo nos defenda
da fome, ódio e desventuras.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 05

CARMELITAS DESCALCINHADAS

Então, com habitual
jeito de espontâneo de encarar
a vida sem disfarçar,
decretei o seguinte, afinal:

- Melhor ir mesmo aos cardeais!
E pra incendiar seus brilhos,
suas vaidades carnais,
escrevam: "MEUS CAROS FILHOS..."
 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   04

SANSãO CABELEIRA, HISTóRIA EM TRâNSITO E CORDEL

-Nosso Código de Trânsito
dá trabalho pra rimar.
É Código brasileiro,
bom pra a gentle se espelhar.

-Meu cidadão se assunte.
Fique ativo transitando.
Ser humano transeunte,
no trânsito transviando.

No seu transe intuitivo,
caminha a humanidade.
Um trânsito preventivo,
prevê mais felicidade.

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 03

SACI PERERê, PRINCIPE DUMA PERNA Só

- Como quem bate o martelo
de juiz dando sentença,
Cascudo evoca a presença
do imaginário belo,
segue rima em paralelo,
metrifica em oração,
melodia-inspiração.
Pererê pega a se rir,
cartola pega a bulir.
De dentro surge então...

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

Código:   02

PITER POP

Fica com teu Barra-bamba,
rumbeira da minha dor,
que repeando um bom samba,
vou pop com meu suor,
até onde Lázaro tá.
Marta tem unzinho lá,
apertarei com sabor.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI
 

Código: 01

NAU CATARINETA E A SAGA DE BENEDITO

Esta Nau Catarineta,
rasgando mares de História,
navegará no Planeta
Terra, em busca da glória.

Chamar boi é uma toada,
umbu com leite, umbuzada,
Côco de Roda, Embolada,
mulher bonita , a imagem
de mar azul de Iemanjá.
Benedito agora está
descobrindo o que é que há
por detras dessa miragem.

 

Autor(s):
 EDMILSON SANTINI

 

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