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Código: CD
Uma Produção: AudioFalante Da Série: Poesia Popular
TEATRO EM CORDEL 1de EDMILSON SANTINI
Dirigido e idealizado por: GERALDO BRANDÃO01.Vinheta Abertura02. Uma Lenda do Pau Brasil03. Do Velho Chico ao Chico Rei04. Vinheta 205. A Festa do Céu06. Vinheta 307. Rei de África e Brasil08. Vinheta 409. Saci Pererê, Príncipe de uma perna só10. Vinheta Final
Autor(s): EDMILSON SANTINI
Código: 41
Código: 40
PENéLOPE DOS FARRAPOS Tá lá São José do Norte!E lá vão mil cavaleiros,seus cavalos, guerrilheiros.Cada cavaleiro um forte...É investida da sorte?Sorte que está lançadana ponta de cada espada,no gume de cada lança.Guerra, Espetáculo que Dança,na peleja deflagada.
Código: 39
Código: 38
JOSUé: PROFETA DE PARAR O TEMPO "LUGAR ONDE NASCE O DIA"Vi esta frase na capade um Devedê, onde havia,claro, um encantado mapa.Era visão ilusoria?Não sei, guardei na memóriaa frase que não me escapa...
Código: 37
Seja na escola ou na praça,num teatro ou na esquina,é pro ouvido da massaque esta rima se destina,rima, que em pontos diversos,faz chegar sonoros versosda Ciência, Medicina...
Código: 36
OSWALDO CRUZ, ENTRE A FEBRE E A ESPADA Varíola, peste bubônica...Febre amarela também,São males que há muito vêmProtagonizando a crônicaDe notícias cuja tônicaÉ dizer que essa trindadeConta com a cumplicidadeDe nossa incompetência,Mas eis que surge a ciênciaAgindo com autoridade.
Código: 35
Darwin, cidadão dali(Oropa, África, Bahia)!também navegou aqui,riu-se com nossa alegria.Não vi Darwin, mas eu liDe Salvador, pousou cá,Pão de Açúcar, Maricá,condenou a escravidão.Viva o ser em evoluçao,nas voltas que o mundo dá.
Código: 34
TIRéSIAS: NAS VOLTAS QUE O MUNDO Dá
- Dada minha naturezaDe cego intinerante,Eu já me vi bem diante Do Profeta Gentileza,Santo-Maluco-Beleza,Andarilho visionário.Num circo imaginário.Criando asa ao seu lado,vi outro iluminado:Anjo Bispo do Rosário.
Código: 33
Pintando em cena a figurado contador de história,pra contar sobre pintura,preservação da memória,valor de nossa cultura.Também contar dos pintores,desenhistas, escritores,Homens da cenografia.Nesse mapa-geografia,são os grandes criadores.
Código: 32
O ENCONTRO DE MACHADO DE ASSIS COM GUIMARãES
- Meu pai, Francisco José,foi homem trabalhador no pesado, isto é,de parede era pintor.Homem afro-descendente;descendia de uma gente,raça de muito valor.
Código: 31
Nosso Cordel na chegança,Bota seu verso na cena.A bênção, Palas Atena.Penélope na lembrançaTem Odisseu, que lhe disse: Com deuses ela dormisse,Sonhando sem paranóia,Que lá da Guerra de TróiaSeu bom sonho ele sentisse.
Código: 30
PAULO FREIRE LENDO O MUNDO EM CORDEL
- Ler, reler, tornar a ler,Ouvindo uma levadaDe pandeiro na emboladaDe palavras por dizer:Questionar, aprender...Nessa Metodologia,Método e companhia,No modo de acompanhar...Reaprendendo, ensinar.Método de todo dia.
Código: 29
Estrela Verde Ambiente,Cujo brilho ecológicoDe seu olhar bem ciente,Revela um quê biológico,De Cobra-Estrela-Cadente.E na Cadência da faltaDe pernas, Estrela salta.Pelo chão faz rala-bucho,No remerão do repuxo,Chega a uma parte alta...
Código: 28
NA PELEJA DOS FARRAPOS, LAMPIãO BRIGA BONITO
Depois de fincar meu mastro,Demarcando a estaçãoDas Estrelas, DivisãoAlumiosa em cada Astro,Meus pés tornam a fazer rastroPor terras de Sol, Poeria, Chão de Lua Brasileira.Com um olho vesgo aberto,Outro fechado, incerto,Chego as terras de fronteira.
Código: 27
Uma é Cordão Encarnado,Outra é Cordão Azul.O brilho é de Norte a Sul,Todo Céu Enluarado.Se vê, de fato, enredado.Estrelas D'Alvas brejeiras,Constelações cancioneirasDão luz e cor ao cenário,Pro mais extraordinárioFestejo anunciado
Código: 26
JUDAS E CARIOCA
-Temos o Tamanduá, um tremendo Bicho-solto.Mata o sujeito envolto em cada abraço que dá.Juntos, ele e o Gambá, dão um par bem sinuoso.-Só que o Gambá, catingoso, se denuncia no cheiro;tem bafo de cachaceiro.Da Fauna, o mais bandeiroso.
Código: 25
Pela Linha divisóriaÉ todo Reino cortado.Em cima, o Reino da Glória,Embaixo, o Reino Coitado,Manari, que um dia come,Noutro dia passa fome.Vive o povo desdentado.
Código: 24
ALBERTO SANTOS DUMONT: ASAS-PRA-VOAR-TE-QUERO
-Senhores, nossa história, Que agora principia, Conta um pouco a trajetória, Nos ares da ousadia, Do gênio Santos Dumont. Rimando invenção e dom, Ser humano e poesia.
Código: 23
- Meu compadre Curupira,Protetor da Sapopema,Árvore que pro céu se estira,- Símbolo do eco-sistema,Na preservação se mira,Há de ser o sustentáculo,Hoje, de nosso espetáculo,Assim que amanhecer,Pro garimpo reerguer,Segundo meu verde Oráculo.
Código: 22
A PELEJA DE PAPAI NOEL EM CORDEL
- Finalmente aqui agora É chegada a hora e a vez Do que em séculos afora Foi prometido a vocês:
A peleja de Papai Noel aqui num duetoCom Papai Cordel que vaiBagunçar este coreto!
Um veio do Pólo Norte,O outro do pólo Nordeste,Pra um desafio de morteComo lá no Velho Oeste.
Peleja é um desafioFeito qualquer outro esporte.Como se fosse o Brasiljogar contra o Pólo Norte.
Código: 21
- Esta orla é a meninaDos olhos da natureza,De fundamental beleza,Nossa índia EsmeraldinaNossa loira cristalina,Já carioca da gema,Copacabana, Ipanema,Aparecida Oxalá,Santa Bárbara, Iemanjá,Girar mnundo é nosso lema.
Código: 20
UMA PELEJA ACIMA DO BEM E DO MAL
-Ponciano Azeredo Furtado eu sou,Jamais me furto a contar a verdade.Um sério amante sou da lealdade,Portanto, senhora e meu senhor,Vou contar a miúdo meu valor:Neto único herdeiro de Simeão,O Azeredo mais jovem anciãoDono de mundos e fundos sertões,Domador de almas e corações,Peço uma legítima atenção.
Código: 19
-Tiro no palácio ecoa,Tiro que muda a História,Imaginando povoa,Ecoa em nossa memória,Getúlio Vargas passouPra melhor, se revelou...Homem na agonia e glória.
Código: 18
DE VOLTA A FESTA NO CéU
- E pulando, eu me já vou,Festa aqui, Festa acolá.Me já indo eu estou,ano que vem volto cá.
- Que a Lenda não vai morrer,nem eu vou pro beleléu.Sempre vou sobreviver,DE VOLTA À festa no céu.
Código: 17
-O Estádio da Invenção,com dinâmica esportiva,se deu essa narrativae nos chamou atenção:Entre a letra e a locução,a verdadeira vitóriaé da Língua e da memória.Nesse caso, narradorfoi o melhor jogador.Tirou de letra a história.
Código: 16
A BELA E A FERA EM CORDEL
Com minha mão mamulenga,enfretei chuva, neblina!Agora sou VOZ DIVINA!Não tenho fala molenganem cantoria capenga.Sendo eu mamulengueiro,jamais serei trapaceiro.Minha versão sobre BELAE A FERA, não é balela.É Cordel bom, verdadeiro.
Código: 15
- Que bode bom de papata,manda coice até no vento.Será que estou enganada,ou esse bode é um jumento?
Código: 14
JOSé PRíNCIPE DOS IRMãOS
Chegando lá decidiram,na mesma ocasião,que por cinquenta moedasvenderiam seu rimão.E foi isso que fizeramos onze sem coração.
Código: 13
Afinal, que Deus sou Eu,se não ajudo o autor,que no cordel me meteu,se sou também Criador,conheço o precipício,tamanho do sacrifício:chegar até o leitor.
Código: 12
PEDRO ERNESTO UM SONHO DE VIDA
Em vinte e dois, na SemanaNossa de Arte Moderna,mesmo ruim duma perna,o Brasil muito se ufana.Um, novo hino emanada vontada popular.Ano de trinta, portanto,o Brasil, de canto a canto,se arma para lutar.
Código: 11
Quando Vila de Pau Fundocerta vez amanheceucom o céu brialndo em fogo,o povo logo entendeuque essa tamanha visãosó tinha uma explicação:Zefa Só-Xote nasceu.
Código: 10
COMPADRE CARRôLA EM Pé
Carrôla do céu caiu,fundou Carrôlas unidos,Carrôlas jamais vencidos.De novo pro céu subiu.Cristo disse:"Filho meu,sei que você já morreu.Proponho que aqui fique,com Pedro se identifique,pois Meu Pai escafedeu"!
Código: 09
Velho Chico se revela para Lampião.No bando sobrava só Ezequiel,seu mano caçula, diz ess Cordel.E mais outro cabra, formando entãotrio da desdita, em fuga, sem pão.Só águas do Velho Chico-São Francisco.Nesse mar de lama, cangaço arisco.par de alpercatas de couro e rabicho.Nessa travessia, cangaceiro é bicho.Ainda não tinha o loiro Corisco.
Código: 08
UMA PELEJA ENTRE DEUS E O CAO NO PICADEIRO
Oh, Chicó, conte pra mim,onde foi que se deu isso,que deixou você assim,com essa cara de feitiço.
- Oh João isso ocorreudurante uma pescaria,no Amazonas, quem diria,meu Pirarucu morreu.
- Seu Pirarucu que, Chicó?Essa Pirarucu seu,que na rima deu um nó,como foi que ele morreu?
Código: 07
- Foi tamanho o rebuliçona festa com tal resposta,que até fizeram apostapra descobrir o feitiçoque ele tinha no toitiço;quer dizer, lá bem na proade sua cuca de canoa.Mas ele se desviando,pelas beiras, foi tomandoconta da festa na boa.
Código: 06
REI DE ÁFRICA E BRASIL
O fazendeiro, mui fascinado.Também afeito à maldade,responde:"Está fechado.Foi bem paga a liberdade".
Chico Rei, que virou lendae reina la nas altura,cá em baixo nos defendada fome, ódio e desventuras.
Código: 05
Então, com habitualjeito de espontâneo de encarara vida sem disfarçar,decretei o seguinte, afinal:
- Melhor ir mesmo aos cardeais!E pra incendiar seus brilhos,suas vaidades carnais,escrevam: "MEUS CAROS FILHOS..."
Código: 04
SANSãO CABELEIRA, HISTóRIA EM TRâNSITO E CORDEL
-Nosso Código de Trânsitodá trabalho pra rimar.É Código brasileiro,bom pra a gentle se espelhar.
-Meu cidadão se assunte.Fique ativo transitando.Ser humano transeunte,no trânsito transviando.
No seu transe intuitivo,caminha a humanidade.Um trânsito preventivo,prevê mais felicidade.
Código: 03
- Como quem bate o martelode juiz dando sentença,Cascudo evoca a presençado imaginário belo,segue rima em paralelo,metrifica em oração,melodia-inspiração.Pererê pega a se rir,cartola pega a bulir.De dentro surge então...
Código: 02
PITER POP
Fica com teu Barra-bamba,rumbeira da minha dor,que repeando um bom samba,vou pop com meu suor,até onde Lázaro tá.Marta tem unzinho lá, apertarei com sabor.
Código: 01
Esta Nau Catarineta,rasgando mares de História,navegará no PlanetaTerra, em busca da glória.
Chamar boi é uma toada,umbu com leite, umbuzada,Côco de Roda, Embolada,mulher bonita , a imagemde mar azul de Iemanjá.Benedito agora estádescobrindo o que é que hápor detras dessa miragem.
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