| |
 |
Código:
01
|
| Esta Nau Catarineta,
rasgando mares de História,
navegará no Planeta
Terra, em busca da glória.
Chamar boi é uma toada,
umbu com leite, umbuzada,
Côco de Roda, Embolada,
mulher bonita , a imagem
de mar azul de Iemanjá.
Benedito agora está
descobrindo o lqué que há
por detras dessa miragem.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
02
|
| Fica com teu Barra-bamba,
rumbeira da minha dor,
que repeando um bom samba,
vou pop com meu suor,
até onde Lázaro tá.
Marta tem unzinho lá,
apertarei com sabor.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
03
|
| - Como quem bate o martelo
de juiz dando sentença,
Cascudo evoca a presença
do imaginário belo,
segue rima em paralelo,
metrifica em oração,
melodia-inspiração.
Pererê pega a se rir,
cartola pega a bulir.
De dentro surge então...
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
04
|
| -Nosso Código de Trânsito
dá trabalho pra rimar.
É Código brasileiro,
bom pra a gentle se espelhar.
-Meu cidadão se assunte.
Fique ativo transitando.
Ser humano transeunte,
no trânsito transviando.
No seu transe intuitivo,
caminha a humanidade.
Um trânsito preventivo,
prevê mais felicidade.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
05
|
| Então, com habitual
jeito de espontâneo de encarar
a vida sem disfarçar,
decretei o seguinte, afinal:
- Melhor ir mesmo aos cardeais!
E pra incendiar seus brilhos,
suas vaidades carnais,
escrevam: "MEUS CAROS FILHOS..."
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
06
|
| O fazendeiro, mui fascinado.
Também afeito à maldade,
responde:"Está fechado.
Foi bem paga a liberdade".
Chico Rei, que virou lenda
e reina la nas altura,
cá em baixo nos defenda
da fome, ódio e desventuras.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
07
|
| - Foi tamanho o rebuliço
na festa com tal resposta,
que até fizeram aposta
pra descobrir o feitiço
que ele tinha no toitiço;
quer dizer, lá bem na proa
de sua cuca de canoa.
Mas ele se desviando,
pelas beiras, foi tomando
conta da festa na boa.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
08
|
| Oh, Chicó, conte pra
mim,
onde foi que se deu isso,
que deixou você assim,
com essa cara de feitiço.
- Oh João isso ocorreu
durante uma pescaria,
no Amazonas, quem diria,
meu Pirarucu morreu.
- Seu Pirarucu que, Chicó?
Essa Pirarucu seu,
que na rima deu um nó,
como foi que ele morreu?
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
09
|
| Velho Chico se revela para Lampião.
No bando sobrava só Ezequiel,
seu mano caçula, diz ess Cordel.
E mais outro cabra, formando então
trio da desdita, em fuga, sem pão.
Só águas do Velho Chico-São Francisco.
Nesse mar de lama, cangaço arisco.
par de alpercatas de couro e rabicho.
Nessa travessia, cangaceiro é bicho.
Ainda não tinha o loiro Corisco.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
10
|
| Carrôla do céu
caiu,
fundou Carrôlas unidos,
Carrôlas jamais vencidos.
De novo pro céu subiu.
Cristo disse:"Filho meu,
sei que você já morreu.
Proponho que aqui fique,
com Pedro se identifique,
pois Meu Pai escafedeu"!
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
11 |
| Quando Vila de Pau Fundo
certa vez amanheceu
com o céu brialndo em fogo,
o povo logo entendeu
que essa tamanha visão
só tinha uma explicação:
Zefa Só-Xote nasceu.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
12 |
| Em vinte e dois, na Semana
Nossa de Arte Moderna,
mesmo ruim duma perna,
o Brasil muito se ufana.
Um, novo hino emana
da vontada popular.
Ano de trinta, portanto,
o Brasil, de canto a canto,
se arma para lutar.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
13
|
| Afinal, que Deus sou Eu,
se não ajudo o autor,
que no cordel me meteu,
se sou também Criador,
conheço o precipício,
tamanho do sacrifício:
chegar até o leitor.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
14
|
| Chegando lá decidiram,
na mesma ocasião,
que por cinquenta moedas
venderiam seu rimão.
E foi isso que fizeram
os onze sem coração.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
15
|
| - Que bode bom de papata,
manda coice até no vento.
Será que estou enganada,
ou esse bode é um jumento?
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
16
|
| Com minha mão mamulenga,
enfretei chuva, neblina!
Agora sou VOZ DIVINA!
Não tenho fala molenga
nem cantoria capenga.
Sendo eu mamulengueiro,
jamais serei trapaceiro.
Minha versão sobre BELA
E A FERA, não é balela.
É Cordel bom, verdadeiro.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
17
|
| -O Estádio da Invenção,
com dinâmica esportiva,
se deu essa narrativa
e nos chamou atenção:
Entre a letra e a locução,
a verdadeira vitória
é da Língua e da memória.
Nesse caso, narrador
foi o melhor jogador.
Tirou de letra a história.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
18
|
| - E pulando, eu me já
vou,
Festa aqui, Festa acolá.
Me já indo eu estou,
ano que vem volto cá.
- Que a Lenda não vai morrer,
nem eu vou pro beleléu.
Sempre vou sobreviver,
DE VOLTA À festa no céu.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
19
|
| -Tiro no palácio ecoa,
Tiro que muda a História,
Imaginando povoa,
Ecoa em nossa memória,
Getúlio Vargas passou
Pra melhor, se revelou...
Homem na agonia e glória. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
20
|
| -Ponciano Azeredo Furtado eu
sou,
Jamais me furto a contar a verdade.
Um sério amante sou da lealdade,
Portanto, senhora e meu senhor,
Vou contar a miúdo meu valor:
Neto único herdeiro de Simeão,
O Azeredo mais jovem ancião
Dono de mundos e fundos sertões,
Domador de almas e corações,
Peço uma legítima atenção. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
21
|
| - Esta orla é a menina
Dos olhos da natureza,
De fundamental beleza,
Nossa índia Esmeraldina
Nossa loira cristalina,
Já carioca da gema,
Copacabana, Ipanema,
Aparecida Oxalá,
Santa Bárbara, Iemanjá,
Girar mnundo é nosso lema. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
22
|
| - Finalmente aqui agora É
chegada a hora e a vez Do que em séculos afora Foi
prometido a vocês:
A peleja de Papai
Noel aqui num dueto
Com Papai Cordel que vai
Bagunçar este coreto!
Um veio do Pólo Norte,
O outro do pólo Nordeste,
Pra um desafio de morte
Como lá no Velho Oeste.
Peleja é um desafio
Feito qualquer outro esporte.
Como se fosse o Brasil
jogar contra o Pólo Norte. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
23
|
| - Meu compadre Curupira,
Protetor da Sapopema,
Árvore que pro céu se estira,
- Símbolo do eco-sistema,
Na preservação se mira,
Há de ser o sustentáculo,
Hoje, de nosso espetáculo,
Assim que amanhecer,
Pro garimpo reerguer,
Segundo meu verde Oráculo. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
24
|
-Senhores, nossa história,
Que agora principia, Conta um pouco a trajetória,
Nos ares da ousadia, Do gênio Santos Dumont.
Rimando invenção e dom,
Ser humano e poesia.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
25
|
Pela Linha divisória
É todo Reino cortado.
Em cima, o Reino da Glória,
Embaixo, o Reino Coitado,
Manari, que um dia come,
Noutro dia passa fome.
Vive o povo desdentado. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
26
|
-Temos o Tamanduá, um tremendo Bicho-solto.
Mata o sujeito envolto em cada abraço que dá.
Juntos, ele e o Gambá, dão um par bem sinuoso.
-Só que o Gambá, catingoso, se denuncia no cheiro;tem bafo de cachaceiro.
Da Fauna, o mais bandeiroso. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
 |
Código:
27
|
Uma é Cordão Encarnado,
Outra é Cordão Azul.
O brilho é de Norte a Sul,
Todo Céu Enluarado.
Se vê, de fato, enredado.
Estrelas D'Alvas brejeiras,
Constelações cancioneiras
Dão luz e cor ao cenário,
Pro mais extraordinário
Festejo anunciado.
|
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
 |
Código:
28
|
Depois de fincar meu mastro,
Demarcando a estação
Das Estrelas, Divisão
Alumiosa em cada Astro,
Meus pés tornam a fazer rastro
Por terras de Sol, Poeria, Chão de Lua Brasileira.
Com um olho vesgo aberto,
Outro fechado, incerto,
Chego as terras de fronteira. |
Autor(s):
EDMILSON
SANTINI |
|
|
Código:
29 |
Estrela Verde Ambiente,
Cujo brilho ecológico
De seu olhar bem ciente,
Revela um quê biológico,
De Cobra-Estrela-Cadente.
E na Cadência da falta
De pernas, Estrela salta.
Pelo chão faz rala-bucho,
No remerão do repuxo,
Chega a uma parte alta... |
| |
|
|
Código:
30 |
- Ler, reler, tornar a ler,
Ouvindo uma levada
De pandeiro na embolada
De palavras por dizer:
Questionar, aprender...
Nessa Metodologia,
Método e companhia,
No modo de acompanhar...
Reaprendendo, ensinar.
Método de todo dia. |
|
|
| |
Código:
31 |
Nosso Cordel na chegança,
Bota seu verso na cena.
A bênção, Palas Atena.
Penélope na lembrança
Tem Odisseu, que lhe disse:
Com deuses ela dormisse,
Sonhando sem paranóia,
Que lá da Guerra de Tróia
Seu bom sonho ele sentisse. |
|
|
|
| |
|
|
|
|
|
|